Homo floresiensis






  O Homo floresiensis cujo nome lembra o local onde foi encontrado,
nas cavernas das
Ilhas de Flores, viveu há aproximadamente 18 mil a 13 mil anos atrás na Indonésia.
  O homem de Flores é conhecido através de um esqueleto quase completo de
uma mulher e
de seis outros indivíduos em diversos estados de conservação, incluindo um punho completo. A
colonização da ilha de Flores
feita pelo Homo sapiens ocorreu há cerca de 35 mil anos atrás, o que implica
que ambas as espécies coexistiram durante
um longo período de tempo no local. Os fósseis encontram-se expostos
no Centro Indonésio de Arqueologia em Jacarta.
  A anatomia do H. floresiensis mistura características de Australopithecus e
de
Homo erectus, com traços de Homo sapiens, numa combinação que intriga os cientistas. A principal característica
é a
altura reduzida, estimada em cerca de 1,0 metro de altura para os indivíduos adultos (os pigmeus africanos
medem entre
1,3 a 1,5 metros), próximo do tamanho dos Australopithecus. A estrutura do crânio e da dentição
assemelham-se aos do
H. erectus. As mãos são no entanto similares aos H. sapiens, à exceção do tamanho mais
reduzido, que pode ser uma
adaptação a um ambiente insular.
  O traço mais surpreendente do homem de Flores é a dimensão do crânio, que
comporta
um cérebro de apenas 380 centímetros cúbicos. Até esta descoberta, o volume mínimo admitido para o género
Homo era de
500 centímetros cúbicos. Apesar do tamanho do cérebro, o homem de Flores era dotado de inteligência
suficiente para produzir os instrumentos de pedra lascada encontrados junto dos ossos, essas ferramentas apresentavam
uma combinação de tecnologia de características primitivas similares a Oldowan, com características avançadas, algo
incomum nos registros arqueológicos, principalmente para o H. floresiensis que tinha um volume cerebral pequeno demais
para confeccionar ferramentas mais complexas. existem teorias de que essas ferramentas avançadas podem ter pertencido
a H. sapiens, porém nada foi confirmado. Além destas peças, o local continha restos ósseos calcinados de pequenos
elefantes, roedores e outros mamíferos, que sugerem que tenham sido assados antes de comidos. A dimensão relativa de
algumas destas presas com o homem de Flores mostra também que esta espécie era capaz de organizar uma caçada em grupo.
  O paleoambiente reconstruído para H. floresiensis abrange três ciclos de glaciais
para interglaciais. Os sedimentos da caverna sugerem um ambiente molhado e arredores com florestas densas. No entanto,
uma mudança ocorreu há cerca de 39 mil anos atrás e Flores começa a transição para condições mais áridas. Há uma redução
na precipitação e cobertura florestal, bem como o desenvolvimento de pastagens. O ambiente mudou mais uma vez a cerca de
17 mil anos atrás e tornou-se gradualmente mais molhado. O aparecimento de papagaios nos vestígios sugere que a flora
local foi se transformando em uma floresta de dossel mais fechado, similar aos ambientes atuais.
  O homem de Flores extinguiu-se há cerca de 15 mil anos por causas desconhecidas.
As várias hipóteses sugeridas incluem competição com o Homo sapiens ou uma violenta erupção vulcânica ocorrida na ilha
há 12 mil anos atrás. Seja qual for o motivo, o homem de Flores foi aparentemente a última espécie do género Homo a
extinguir-se, muito depois do Neanderthal ter desaparecido há 28 mil anos atrás.
Dados do Primata:
Nome: Homem de Flores
Nome científico: Homo floresiensis
Época: Pleistoceno
Local onde viveu: Ásia e Oceania.
Peso: Cerca de 25 quilos
Tamanho: 1 metro de altura
Alimentação: Onívora
Reino: Animalia
strong>Filo: Chordata
Classe: Mammalia
Ordem: Primates
Subordem: Haplorrhini
Superfamília: Hominoidea
Família: Hominidae
Subfamília: Homininae
Género: Homo
Espécie: H. floresiensis, Brown et. al., 2004
Bibliografia consultada:
- http://www.becominghuman.org/node/human-lineage-through-time