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Anquilossauro

    O Anquilossauro (Ankylosaurus magniventris) cujo nome tem origem no grego e significa "lagarto fundido" devido sua excepcional rigidez produzida pela fusão de muitos ossos do crânio e do corpo formando uma espécie de armadura e magniventris tem origem latina onde magno significa "grande" e ventre "barriga", referindo-se à grande largura do corpo do animal. Viveu há aproximadamente entre 66 e 65 milhões de anos atrás durante o fim do período Cretáceo na América do Norte.

    O Anquilossauro era o maior membro de sua família, podendo medir até 10 metros de comprimento e pesar cerca de 7 toneladas. Seu enorme crânio podia medir cerca de 65 centímetros de comprimento e 75 centímetros de largura.
    Os Anquilossauros formam um grupo de dinossauros herbívoros da ordem Ornithischia caracterizados por possuírem armaduras ósseas corpóreas providas de grossos espinhos e um bola de fortes ossos fundidos que era usada como arma de defesa, eram quadrúpedes com membros curtos e poderosos, o que lhes auxiliava a manter a parte menos protegida que era a barriga bem próxima do solo (não mais do que 1 metro de altura do solo) sempre e dificultava serem virados de barriga para cima, expondo essa fraqueza. As armaduras corpóreas eram composta por grandes placas ósseas, que eram complementadas por placas menores e nódulos que preenchiam os espaços vazios entre grandes placas. As duas primeiras fileiras de placas formavam uma espécie de anel em torno do pescoço, o protegendo fortemente. Os crânios eram fortemente blindados com placas ósseas e espinhos.

    Este grupo de magníficos animais de características únicas surgiu durante o período Jurássico na China, como reação a linhagem evolutiva dos predadores que estavam se tornando maiores e mais violentos, esse método de defesa foi tão eficaz que seus descentes e demais parentes do grupo, persistiram em quase todos os continentes, exceto a África, até o final do período Cretáceo, sendo vencidos apenas pela gigantesca extinção em massa do final desse período.

    Os anquilossauros ostentavam um cérebro muito pequeno em proporção ao tamanho de seu corpo, perdendo apenas para os saurópodes. Suas armaduras corpóreas eram tão fantásticas que em alguns casos até as pálpebras dos olhos eram "blindadas" por uma espécie de persiana óssea. No entanto, todas essas estruturas defensivas os tornavam muito lentos, suas velocidades máximas estimadas eram de provavelmente menos de 10 km por hora. Sendo facilmente alcançados por predadores e quando isto ocorria, eles ficariam de lado para o atacante e lhes ameaçariam através de movimentos com a cauda. Estes golpes com a cauda poderiam causar enormes danos em qualquer predador, podendo ser grande ou pequeno. E o simples movimento dessas caudas intimidaria até os maiores predadores da época. Em caso de necessidade de fuga, durante a corrida eles poderia acertar pancadas com a cauda em quem os tivessem perseguindo.
    Seus dentes eram pequenos e triangulares, semelhantes aos estegossauros, bem adaptados a alimentação de vegetação rasteira (com alturas abaixo de 1 metro). Suas línguas eram flexíveis e longas, para auxiliar na obtenção dos alimentos, como indicam os grandes ossos hioides encontrados. Outro achado é um palato secundário grande lateral, que possibilitaria efetuar a respiração durante a mastigação. A região do intestino era expandida, sugerindo a utilização de fermentação para auxiliar no processo de digestão dos alimentos, através de bactérias simbióticas da flora intestinal. Sua dieta provavelmente consistia de samambaias, cicas e angiospermas.

    Essa espécie foi descoberta pela equipe liderada pelo paleontólogo americano Barnum Brown em 1906 na Formação Hell Creek de Montana, Estados Unidos e foi nomeada por Brown em 1908. Esta descoberta consistia na parte superior do crânio, assim como vértebras, costelas, parte da cintura escapular e armadura. A primeira restauração do anquilossauro AMNH 5895 por Barnum Brown em 1908 foi antes de se saber que a cauda possuía a protuberância óssea (maça ou clava). Seis anos antes, Brown havia encontrado o esqueleto de um grande dinossauro terópode (AMNH 5866) na Formação Lance de Wyoming. Este espécime foi nomeado Dynamosaurus imperiosus em 1905 e renomeado algum tmepo depois para Tyrannosaurus rex. Associado a esta descoberta foram encontrados mais de 75 osteodermes de vários tamanhos, que também foram atribuídos erroneamente ao Dynamosaurus, no entanto, estes osteodermes eram idênticos aos de A. magniventris e descobriu-se que pertenciam a esta espécie. Em 1910 em uma expedição para Alberta, Barnum Brown recuperou seu terceiro espécime de A. magniventris (AMNH 5214), na Formação Scollard. Esta descoberta incluía um crânio completo e o primeira cauda completa conhecida, contendo a protuberância óssea (maça ou clava) na ponta, bem como costelas, ossos dos membros e armadura. Todos os três espécimes estão agora no Museu Americano de História Natural, em Nova York. O maior crânio conhecido deste animal (NMC 8880) foi coletado em Alberta por Charles M. Sternberg, em 1947, e agora está no Museu Canadense da Natureza.

Provável som que ele emitia:

Dados do Dinossauro:
Nome: Anquilossauro
Nome Científico: Ankylosaurus magniventris
Época: Cretáceo
Local onde viveu: América do Norte
Peso: Cerca de 7 toneladas
Tamanho: 10 metros de comprimento
Alimentação: Herbívora

Classificação Científica:
Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Reptilia
Superordem: Dinosauria
Ordem: Ornithischia
Subordem: Ankylosauria
Família: Ankylosauridae
Subfamília: Ankylosaurinae
Gênero: Ankylosaurus
Espécie: Ankylosaurus magniventris Brown, 1908

Referências:
- Carpenter, Kenneth (2004). "Redescription of Ankylosaurus magniventris Brown 1908 (Ankylosauridae) from the Upper Cretaceous of the Western Interior of North America". Canadian Journal of Earth Sciences.
- Thompson, R. S.; Parish, J. C.; Maidment, S. C. R.; Barrett, P. M. (2012). "Phylogeny of the ankylosaurian dinosaurs (Ornithischia: Thyreophora)". Journal of Systematic Palaeontology 10 (2): 301. doi:10.1080/14772019.2011.569091.
- Vickaryous, M.K., Maryanska, T., & Weishampel, D.B. (2004). "Ankylosauria". In: Weishampel, D. B.; Dodson, P.; Osmólska, H., eds. (2004). The Dinosauria (2nd ed.). Berkeley: University of California Press. pp. 363–392. ISBN 0-520-24209-2.



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